Marcas brasileiras de diferentes segmentos estão buscando ampliar sua presença internacional e encontrar parceiros comerciais nos Estados Unidos. O movimento ganhou destaque com uma missão empresarial promovida pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) em parceria com a ApexBrasil, realizada durante outubro de 2026. A expectativa divulgada pela entidade é de que a iniciativa possa gerar mais de US$ 7 milhões em negócios.
A delegação reuniu empresas dos setores de alimentação, serviços, fitness, beleza e tecnologia. Entre as participantes estavam Corpo Bueno, Emagrecentro, Global Franchising, JPB&Co, market4you, Milky Moo, Mr Black, Pratique Fitness, Space Hunters, Yungas e XPay. A presença de negócios com perfis variados mostra que a internacionalização não está restrita a um único segmento do franchising brasileiro.
Divulgada pela ABF em 15 de outubro de 2026, a missão teve como objetivo aproximar as empresas do ambiente empresarial norte-americano. A programação incluiu um seminário sobre a entrada de negócios nos Estados Unidos, participação no IFA World Franchise Show e visitas técnicas a operações locais, além de encontros com representantes do setor de franquias.
Estados Unidos são considerados mercado estratégico
Segundo a Associação Brasileira de Franchising, os Estados Unidos ocupam uma posição estratégica para o franchising brasileiro. O estudo de internacionalização citado pela entidade aponta a presença de 66 marcas brasileiras no país, distribuídas em 307 operações.
Esse cenário ajuda a explicar o interesse de novas redes em conhecer com mais profundidade o mercado norte-americano. Para uma empresa que pretende atuar fora do Brasil, participar de eventos especializados e visitar operações em funcionamento pode contribuir para entender modelos de atendimento, formatos de loja, relacionamento com franqueados e possibilidades de parceria.
A participação no IFA World Franchise Show também colocou as marcas brasileiras em contato com um ambiente internacional dedicado ao franchising. A feira funciona, dentro da programação da missão, como uma oportunidade de exposição e relacionamento com empresas, investidores e outros participantes interessados na expansão de negócios por meio de franquias.
O que a expansão internacional exige das marcas
A busca por parceiros nos Estados Unidos representa apenas uma etapa do processo de internacionalização. Antes de iniciar uma operação, as empresas precisam avaliar como seus produtos e serviços serão recebidos pelo público local e quais adaptações podem ser necessárias para a realidade de cada mercado.
Questões culturais, legislação, tributação, variação cambial e estrutura operacional estão entre os pontos que devem ser analisados pelas redes. Também é necessário compreender como será organizado o suporte aos parceiros, quais responsabilidades ficarão concentradas na franqueadora e que tipo de presença local será exigida para manter o padrão da marca.
Esses fatores tornam missões empresariais relevantes para negócios que ainda estão avaliando a expansão. O contato direto com representantes do setor, a observação de operações norte-americanas e a participação em um evento especializado podem ajudar os empresários a identificar oportunidades e dimensionar os desafios antes de tomar decisões de investimento.
Internacionalização amplia possibilidades para o franchising brasileiro
A iniciativa da ABF e da ApexBrasil ocorre em um momento no qual redes brasileiras buscam novas alternativas de crescimento além do mercado doméstico. A expansão para os Estados Unidos pode abrir caminhos para a formação de parcerias, a instalação de unidades e a apresentação de soluções desenvolvidas no Brasil a consumidores de outros países.
Para o empreendedor brasileiro, o movimento também reforça a importância de preparar a empresa para atuar em um ambiente competitivo e regulado. A força da marca, a clareza do modelo de negócio e a capacidade de adaptar a operação sem perder sua identidade são elementos que podem influenciar a viabilidade de uma expansão internacional.
A projeção de mais de US$ 7 milhões em negócios indica o potencial comercial atribuído à missão, mas não representa, por si só, contratos já concluídos. O resultado dependerá da continuidade das conversas, da avaliação dos parceiros e da capacidade de cada empresa de transformar os contatos realizados nos Estados Unidos em operações concretas.
Com a agenda realizada em Miami e a participação em atividades do setor, as marcas brasileiras deram um passo de aproximação com o mercado norte-americano. Os próximos movimentos deverão envolver análises individuais, negociações e decisões sobre o formato mais adequado para a entrada de cada negócio no país.
