Iran Mall supera o tradicional Dubai Mall em área construída e mostra como os megashoppings globais têm se transformado em destinos de lazer e turismo.
Quem pesquisa sobre os maiores shopping centers do planeta costuma se deparar com uma dúvida recorrente: afinal, qual é o maior shopping do mundo? A resposta depende do critério adotado, mas, em área construída, o título pertence hoje ao Iran Mall, em Teerã, que ultrapassa concorrentes históricos como o Dubai Mall e o South China Mall (fonte: https://centraldovarejo.com.br/maior-shopping-do-mundo-o-que-os-maiores-malls-do-planeta-ensinam-ao-varejo/).
Mais do que uma disputa por metros quadrados, o fenômeno revela algo importante sobre o futuro do varejo físico: os megashoppings deixaram de ser apenas espaços de compra e passaram a funcionar como verdadeiros destinos multifuncionais, misturando cultura, turismo e entretenimento. Entender essa transformação ajuda a explicar tendências que já começam a aparecer em centros comerciais brasileiros.
O que torna o Iran Mall o maior shopping do mundo
Com aproximadamente 1,95 milhão de metros quadrados de área construída, o Iran Mall reúne mais de 700 lojas de marcas nacionais e internacionais, distribuídas em cerca de sete andares acima do solo, além de níveis subterrâneos dedicados a estacionamento e logística (fonte: https://portalbras.com.br/maiores-shopping-do-mundo-descubra/). O empreendimento vai além da lógica tradicional de consumo e incorpora um hotel cinco estrelas, biblioteca monumental, pistas esportivas e centro de exposições, funcionando como parte de uma estratégia mais ampla de desenvolvimento urbano no Irã.
Já o Dubai Mall, inaugurado em 2008 e ainda hoje um dos shoppings mais visitados do planeta, ocupa cerca de 500 mil metros quadrados e reúne mais de 1.200 lojas, além de atrações como aquário gigante, pista de patinação e acesso direto ao Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo (fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Dubai_Mall). O complexo recebeu mais de 105 milhões de visitantes em um único ano, segundo dados publicados pela própria administração do empreendimento, o que ajuda a explicar por que ele segue como referência mundial mesmo sem deter mais o título de maior área construída.
Por que os maiores malls do mundo investem tanto em entretenimento
A explicação está no conceito de destination mall, cada vez mais adotado por grandes administradoras globais. A ideia é simples: em vez de projetar o shopping apenas como ponto de venda, o objetivo passa a ser transformá-lo em destino, planejado para que o visitante passe horas, ou até dias, no local, combinando compras com lazer e experiências (fonte: https://centraldovarejo.com.br/maior-shopping-do-mundo-o-que-os-maiores-malls-do-planeta-ensinam-ao-varejo/). Esse modelo também aparece na forma como esses shoppings usam tecnologia para mapear o comportamento do consumidor, ajustando o mix de lojas e os eventos promovidos ao longo do ano.
Nem todo megaprojeto, porém, alcança sucesso com esse modelo. O South China Mall, na China, é um caso emblemático: apesar da grande área locável, o empreendimento enfrentou anos de vacância elevada por falta de demanda local compatível com o tamanho do projeto, mesmo tendo sido inspirado em cidades como Paris e Veneza. O episódio reforça que tamanho, isoladamente, não garante o êxito de um shopping, sendo necessário equilíbrio entre a escala do projeto e a realidade do mercado onde ele está inserido.
O que o Brasil pode aprender com os gigantes do varejo global
Embora nenhum shopping brasileiro figure entre os maiores do mundo em área construída, o conceito de destination mall já influencia administradoras nacionais, que investem cada vez mais em gastronomia, entretenimento e serviços para ampliar o tempo de permanência do público, seguindo uma lógica semelhante à observada em Dubai e Teerã. A diferença está na escala: enquanto os gigantes asiáticos e do Oriente Médio apostam em megaprojetos bilionários, o mercado brasileiro tende a priorizar centralidade urbana e proximidade com a rotina do consumidor.
Esse contraste também ajuda a explicar por que o setor no Brasil segue crescendo de forma mais equilibrada, sem os problemas de vacância enfrentados por alguns dos maiores complexos do mundo. Para quem acompanha o varejo global, observar como esses gigantes se reinventam, entre expansões bilionárias e casos de insucesso, oferece pistas valiosas sobre os caminhos que os centros de compras devem seguir nos próximos anos, tanto fora quanto dentro do país.
